Uma das coisas que eu mais gostava de estudar na escola era história. E o “capítulo” da Segunda Guerra Mundial me interessava muito com todas os contos, os rumores, os bastidores... Estudando psicologia a gente revê um pouco do contexto. A idéia de teste de inteligência que nasce ainda na Primeira Guerra, os estudos sobre comunicação de massa, a noção de propaganda, o conformismo. Uma das histórias que mais me fascina, é Kurt Lewin tentando fazer os americanos comer miúdos de carne, que não era um comportamento freqüente...
Aqui todas as vezes que vamos fazer a feira da semana, passamos em baixo de um túnel que foi bombardeado três vezes durante a segunda guerra. Mais de dois mil e quinhentos feridos, não sei quantos mortos. Embaixo do túnel, meu pensamento não escapa àquela época. As marcas da guerra são muito fortes aqui. No metrô, lugares são reservados para inválidos de guerra, idosos e grávidas, e a placa diz “nesta exata ordem de preferência”.
Os inválidos de guerra não pagam inscrições em bibliotecas, fazem esporte gratuitamente nas piscinas publicas, não pagam transporte público. Em Paris, toda primeira quarta-feira do mês, sirenes soam para lembrar os bombardeamentos. Em Marseille, cada rua, cada monumento, conta uma parte dessa história que parece mentira de tão absurda.
05 julho 2006
Guerra
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