26 abril 2007

Bodão

A gente perdeu de participar ativamente da eleição presidencial brasileira, mas de consolo a gente contempla enquanto “observadores internacionais”, as eleições do país que derrubou a bastilha e guilhotinou o rei e alguns revolucionários também...
Aparentemente fazia muito tempo que o povo francês não voltava com tanta vontade... num país onde o voto não é obrigatório, não deixa de ser alto um índice de participação de 84%...
Dia 06 de maio é o segundo turno e a gente vai saber se o país terá um retorno à esquerda ou se vai lentamente continuar a dobrar à direita e a perder seu caminho de igualdade social historicamente construído.
De tudo o que eu ainda não entendi, o mais chocante são os milhões de franceses que votaram “ao centro”, um centro que não tinha uma proposta concreta quinze dias antes da eleição, e que resolveu apresentar umas idéias como “contra a discriminação”, “pela educação”...
Uma colega minha disse que era legal porque “não tinha aquela história de esquerda e direita”... Para mim essa história faz toda a diferença...
De um lado, a direita a dizer que é preciso lutar contra os abusos dos desempregados que mamam no governo, contra os imigrantes que não têm os papéis, mas que seus filhos são escolarizados na França (toda criança aqui vai pra escola, pouco importa de onde ela vem), a dizer que a pedofilia é genética (nem consigo mais olhar um bebê e imaginar que vai ser um pedófilo), que eles vão “moralizar” o país. Para mim, pode até ter desempregado que mame no governo... mas eu tenho certeza que a mamadinha deles não é nada perto da exploração monetária...
Trata-se mais uma vez de instalar o velho clima de todos contra todos e obviamente os mais fracos são sempre o bode expiatório perfeito... o camarada fica desempregado e ainda é chamado de ladrão... o imigrante sai muitas vezes da sua terra estrupiada, tem seu filho na escola, mas se lasca lavando banheiro, não é escolarizado em língua francesa e vira o bicho papão, e o pedófilo, nem sei o que ele ta fazendo no meio de uma campanha política...
São todos culpados pelo grande rombo no quarta economia do mundo...

19 abril 2007

tem dias eu queria...

ser um cachorro bem cuidado e amado que nada faz no seu cotidiano canil, entre balançar o rabo e babar esperando a ração...Enregistrer en mode Brouillon

18 abril 2007

Novas invenções

Depois do sutiã com hidratante, da calcinha contra micose, da cueca com furinhos para não esquentar o que não é para esquentar, chegou a calçola anti-flatulências... Você lança suas bombinhas e um filtro não deixa passar o cheiro de bomba atômica... vi hoje, num programa de telivisão. Uau!

07 abril 2007

agora não, amanhã talvez

Há tempos venho pensando no fenômeno da mudança. Em como é difícil mudar... mas ultimamente tenho pensado também que mais difícil que mudar seja talvez aceitar que mudou e aceitar todas as conseqüências acarretadas por mudanças planejadas ou não.
Na verdade eu não acho que eu mudei muito, mas acho que mudei um pouco. Às vezes me sinto menos ansiosa em relação aos trabalhos da faculdade, o que termina por me deixar ansiosa porque não estou ansiosa...
Em fevereiro eu estava falando que passei uma semana sem conseguir estudar como queria e necessitava, estou começando a ficar com medo porque momentaneamente eu não estou sentindo aquele medão de o trabalho não ser bom, se não ficar legal, só um medinho...
Olho para minhas colegas da faculdade e chega tenho preguiça de pensar em como elas têm que mostrar que são fera, são tampa, e ter um bom desempenho a qualquer custo... vira e mexe tem um professor falando “olha lá, assim você não vai ter bolsa, sua carreira vai ser uma merda, você não vai conseguir, você vai fracassar...” Já ouvi duas vezes discursos parecidos. E infelizmente ou felizmente, quando existe uma ameaça no ar, minha tendência é desprezá-la e desprezar junto com ela o ser humano que tenta criar um clima de terrorismo... no fim da aula, todo mundo se descabelava e uma menina olhou para mim e falou “Rrrrênatáá, você não está com medo?”
agora não... pode ser que daqui pra o fim do semestre eu mude de idéia e resolva fazer tudo o que estou protelando! Ai que medo!