26 novembro 2006

aprender e mudar

Aprender exige uma certa disponibilidade ao mundo que muitas vezes não estamos prontos para experimentar... é preciso uma certa segurança de que vamos avançar, ao mesmo tempo em que é preciso humildade para aceitar o novo que vai chegar.
Principalmente porque este "novo" pode ser algo "velho" que a gente esperava ou pode ser algo que a gente nem sabia que era necessário viver, mas que vem sem muito aviso e de repente a gente aprendeu o que nem queria saber.
Muito difícil alimentar esta atitude de humildade diante de nós mesmos... muito difícil de desatar as resistências às quais a gente se agarra para encarar o implacável desejo de não ver a mudança chegar.

16 novembro 2006

Empatia e emoção

Logo no começo do ano passado eu fui confrontada com aquele sentimento de exclusão em sala de aula que a gente tem medo quando estamos entre desconhecidos e o professor pede um trabalho em grupo. Eu era a unica estrangeira e obviamente eu sobrei... uma alma iluminada me convidou para participar do trabalho no grupo dela. Pouco tempo depois eu descobri que ela era casada com um senegalês, mas o sentido desta empatia eu compreendi esses dias...
Compreendi esses dias porque comecei a descobrir um pouco mais sobre a vida particular de pessoas com as quais eu compartilho o cotidiano da universidade. Percebi que uma amiga especial esteve um ano fora da França, que outra é noiva de um chinês, que outra namora um polonês... E hoje, uma dessas pessoas me disse que entendeu o que significava o racismo quando um policial pediu os documentos do noivo dela pensando sei la o quê...
E hoje a gente foi assistir uma palestra sobre o continente africano. Logo me vi numa mesa onde havia os franceses, um gabonês, uma senegalesa e um rapaz do Burkina Faso. Os franceses começaram a falar sobre conolização. Engraçado que eu me senti esquisita, era a primeira vez que eu participava de uma discussão sobre tema tendo ao lado aqueles que têm o passado de colonizador. Não demorou e eu fiquei meio emocionada de ver que apenas eu e os três "colonizados" face a face... a emoção de saber que pesa sobre nossas nações o que muitos "colonizadores" jamais compreenderão...

14 novembro 2006

É muita moral!!!!!!


Queria falar árabe para entender o que ela canta !

13 novembro 2006

A morte de um pixel

Esses dias numa loja de eletro-eletrônicos, um vendendor simpatico tentava empurrar um seguro de vida de pixel num cliente... "é um seguro muito importante porque protege sua tela de computador da morte subita de pixels, sigam-me e eu vou mostrar para vocês exatamente do que eu tô falando". E em poucos metros, la estava a tela com o falecido pixel azul... ai que mêda! Alma de pixel pode ser penada? Vôte!
Agora deu! Seguro para morte de pixel! Era so o que faltava! Rapaz se um pixel meu resolve morrer ele ta lascado!!!!

09 novembro 2006

Fiquei incrivel!


Esse velhinho ai do lado é o Claude-Lévy Strauss! O homem não morreu! Por que danado a gente tem mania de pensar que certas referências bibliograficas ja passaram dessa pra melhor?

Imagens que falam por si mesmas...

vontade de chorar...

Provocação?

Hoje pela manhã começo a escutar a rádio francesa e percebo que entre as músicas selecionadas, toca uma vasta amostra texana... logo depois da derrota de Bush, hummmmm sei não... minha mente maluca só pensa em provocação!

07 novembro 2006

Eu tô voltando...

Estou aqui tentando retomar este velho blog cansado de guerra. Acho que eu penso demais e faço pouco, por isso não consigo mantê-lo atualizado… Mas nada como uma reunião com seu orientador para « reavivar a memória » de que apesar do mundo é preciso ir pra frente. Por isso, tomada pelo ânimo da cobrança acadêmica saí direto da sala dele para secretaria de esportes e me matriculei na natação ! Não vou aguentar a força deste ritmo se não der umas braçadas a favor da corrente… Comecei hoje pela manhã. Eu sempre tenho medo de passar uma vergonha, fazer alguma coisa errada, errar o vestiário, engasgar na piscina… Nadei que fiquei com dor de cabeça… mas foi só meia hora mesmo. Fui me vestir e aproveitei a ocasiãopara fazer uma observação participante… nunca vi um antropólogo interessado na vidas das mulheres dentro de um banheiro e olhe que as francesas dariam um prato cheio para pesquisa ! As conversas de hoje : o pai que não pára de telefonar no celular, a avó que não fala mais com pai, piadas sobre pênis…
Fiquei até com vontade de cantar « de mulher pra mulher, Marisaaaaaaaaa », mas ninguém ia entender mesmo…